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Celular usado: os sete minutos que separam um bom negócio de um prejuízo

Bateria gasta, IMEI bloqueado e conta anterior travando o aparelho são os três problemas que aparecem depois. Todos dão para checar antes, e um deles é gratuito e on-line.

Atualizado em 10/09/2026

Celular usado é uma das melhores compras que existem em eletrônico — a depreciação é brutal no primeiro ano e o aparelho continua o mesmo. Também é onde o prejuízo é mais silencioso, porque os três defeitos que importam não aparecem numa olhada rápida.

1. IMEI: o único que dá para checar antes de ir

Peça o IMEI ao vendedor antes de marcar o encontro — ele aparece discando *#06# ou nas configurações do aparelho. Com ele em mãos, dá para consultar de casa se o aparelho está bloqueado por roubo, furto ou perda, e se está regularizado na Anatel.

Aparelho com IMEI bloqueado não funciona em rede nenhuma no Brasil e não tem conserto. Vendedor que se recusa a passar o IMEI antes: encerre a conversa ali. Não existe razão legítima para negar.

2. Bateria: o custo escondido no preço

Bateria é consumível e o aparelho não avisa em voz alta. Um celular com bateria em 78% de saúde funciona, mas descarrega rápido — e a troca custa uma fatia relevante do que você pagou pelo usado.

  • No iPhone: Ajustes → Bateria → Saúde da bateria. Abaixo de 85% já pesa; abaixo de 80% conte com a troca no preço.
  • No Android: varia por fabricante. Alguns mostram em Ajustes → Bateria; quando não mostra, os códigos de teste do fabricante ou um aplicativo de diagnóstico resolvem.
  • Peça para o vendedor mandar a foto dessa tela ANTES do encontro. É o segundo filtro gratuito.
  • Se a bateria estiver gasta, negocie o valor da troca no preço — não é motivo para desistir, é motivo para descontar.

3. A conta anterior

Aparelho com a conta do dono anterior ainda vinculada fica travado depois de qualquer restauração — é a proteção antifurto funcionando contra você. O aparelho parece normal até o momento em que você tenta configurá-lo do zero.

  1. Exija que o vendedor remova a conta na sua frente: sair do Apple ID ou da conta Google, e depois restaurar de fábrica.
  2. Ligue o aparelho depois da restauração e vá até a tela de configuração inicial. Se pedir a senha de uma conta que não é sua, o aparelho está travado.
  3. Só pague depois disso. É o único momento em que você tem alavanca.

O resto do teste, em cinco minutos

  • Câmeras: tire foto com todas, frontal e traseiras, e grave um vídeo curto com áudio.
  • Toque na tela inteira: abra o teclado e digite todas as letras, ou use um app de teste de touch.
  • Alto-falante e microfone: faça uma ligação de verdade, não um teste de som.
  • Botões físicos, sensor de digital e reconhecimento facial.
  • Carregamento: leve o cabo e veja se carrega. Conector desgastado é comum e é conserto barato, mas entra no preço.
  • Wi-Fi e chip: coloque o seu chip e confirme sinal e dados.

Onde comprar muda o que você tem

OrigemO que você ganha e o que perde
Pessoa física, presencialMelhor preço, nenhuma garantia legal de fornecedor
Loja de usados / recondicionadoGarantia de pelo menos 90 dias por lei, preço maior
Marketplace com mediaçãoProteção da plataforma, desde que a compra seja fechada dentro dela
Programa de troca do fabricanteMais caro e o mais seguro; aparelho testado e com garantia

Produto usado comprado de fornecedor tem garantia legal — 90 dias para bem durável, contados da entrega. Isso vale para loja de seminovos e não vale para venda entre pessoas físicas. É a diferença que justifica pagar um pouco mais quando você não pode testar com calma.

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